quinta-feira, julho 29, 2004

VERTICALIDADES

 

Penso que o Vitruvio, no seu post anterior, se deve estar a referir à verticalidade e não à postura vertical, quando fala do homem vertical, senão vejamos:
A postura vertical, tal como a palavra e o pensamento são três características fundamentais que distinguem o homem do animal e marcaram o processo da hominização. Mesmo comparando o homem ao macaco, ao pinguim ou ao urso, por exemplo, capazes de ficarem em pé, só o homem possui a verticalidade perfeita.
Por outro lado, a postura vertical ou bípede trouxe a vantagem de libertar as mãos para a execução de outras funções – como por exemplo, a manufactura de utensílios, utensílios esses que, para serem concebidos, implicavam a existência da capacidade de abstracção, de previsão, de imaginação, acabando, enfim, por conduzir ao desenvolvimento do intelecto.
Assim, a postura vertical que constituiu uma base para as habilidades culturais entre outras, tem mais a ver com a verticalidade da coluna.
Já a verticalidade tem mais que se lhe diga, e requer uma análise mais profunda, o que daria muito pano para mangas, isto é para muitos posts e blogues. Já não contando com os aspectos resultantes da associação a determinados clubes de futebol, cuja postura não têm sido ultimamente muito vertical, provavelmente devido ao peso dos maus momentos que atravessam e do desânimo que os vêm afectando nos ultimos anos.
Mas a aplicação da palavra verticalidade é muito mais vasta e também proporciona exemplos vários, senão reparem nos exemplos:
Correio da Manhã
Bagão Félix é um homem vertical
, impoluto, de extraodinário rigor e espirito reformista e, além de tudo, um democrata-cristão que está no governo não para a política vesga, insensata e miópica da esquerda radical, mas movido pelo desejo de dar o seu melhor à res publica.. Um idealista que se bate até ao rubro pelas questões sociais as quais domina como poucos.
Portugal Diário
Enquanto todo o PSD se mudou para o PPD de armas e bagagens, registando uma adesão colectiva ao clubes dos santanetes, Pacheco Pereira ficou quase só, fiel ao seu pensamento; e deu um grande exemplo de verticalidade a muitos militantes do seu partido e a todos os portugueses, ao abdicar de um cargo da Unesco para o qual havia nomeado com todo o mérito. Num momento em que em Portugal muitos se curvam em todas as direcções para se poderem abeirar da manjedoura nacional, actual ou futura, Pacheco deu um exemplo de verticalidade. Se por vezes partiram daqui críticas a Pacheco, agora é hora de manifestar admiração por um exemplo que serve para muitos qu neste país estão ou desejam estar no poder.
Mundo Luso
As posições que Marcelo Rebelo de Sousa defende são ainda mais importantes devido à sua filiação partidária e que ultrapassa facilmente, pela sua clarividência, saber, inteligência, frontalidade, verticalidade, acessibilidade, humildade, honradez, oratória, e mais atributos, que assentam que nem uma luva no titular do cargo de Presidente da República.
Outros exemplos avulso:
"Fulano de Tal, constitui um admirável exemplo de coerência e de verticalidade, num mundo onde essas qualidades são infelizmente cada vez mais raras"
"Fulano de Tal, deixou-nos a tantos do ano de tantos, mas a sua verticalidade e coerência políticas fazem de si um referencial obrigatório na luta pela defesa da democracia, e liberdade que tanto amava".
Dicionário Galego
Verticalidades.f. Posición vertical. Camiñaba con paso vacilante e a penas mantiña a verticalidade
NIMZO


quinta-feira, julho 22, 2004

O Homem Vertical

Vem a propósito, divagar um pouco sobre o que  se falou sobre um Homem Vertical (HV).
Um HV assume-se como um defensor intransigente dos valores e princípios da sua Pátria, da sua família, da sua comunidade, do seu clube e do seu grupo.
Um HV só se casa uma vez ou então nunca se casa. Os que não se casam são demasiado perfeicionistas e não conseguem encontrar a Mulher Vertical (MV), figura rara que a anatomia disfarça.
Um HV é adepto, em 1º lugar, da Selecção Nacional e depois de mais dois Clubes.
O primeiro clube é o Belenenses ,ou o Benfica, ou o Porto, ou o Sporting. O segundo clube é o clube da sua terra ou o clube onde joga o seu craque favorito ( por ex: Manchester).
Um HV é como uma árvore, morre de pé, é discreto, não revela os seus segredos e é amigo do amigo.
Um HV pode ser alto ( de preferência) ou baixo, mas nunca se deve medir aos palmos, sempre com um fio de prumo, a melhor referência da verticalidade.
Um puro HV que se preze, tem um fio de prumo pendurado no seu quarto para, diariamente, testar a sua verticalidade. Um dos exercícios consiste em fixar o seu centro no umbigo. Para tal abre as suas pernas tanto que diminua 1/14 da sua altura de modo a formar um triângulo equilátero . Estica os braços e ergue-os acima da cabeça tocando os dedos médios. A distância dos mamilos até ao cima da sua cabeça será um quarto da sua altura ( referido na obra do engenheiro Vitrúvio).
Este texto não pretende ser um ensaio sobre a verticalidade, mas é um pontapé de saída, ou melhor, de entrada. As excepções que existem só confirmam a regra da verticalidade do HV/MV, com exemplos que falarei no próximo artigo.
Vitrúvio




segunda-feira, julho 19, 2004

Conflitos de gerações

 
Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:
1. "A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, despreza a autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem aos pais e são simplesmente maus."
2. "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque esta juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."
3. "O nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais os pais. O fim do mundo não pode estar muito longe."
4. "Esta juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são maus e preguiçosos. Eles nunca serão como a juventude de antigamente... A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."
 

Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Então, revelou a origem delas:
-a primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)
- a segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
- a terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
- a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilónia e tem mais de 4000 anos de existência


Cuju

Curiosidades do Futebol
O Reino Unido é considerado o criador indiscutível do futebol moderno, mas o "berço" do futebol é a China, para desagrado de gregos, britânicos e outros países que reclamam o mesmo título.Investigações de especialistas da história do desporto concluíram que os primeiros praticantes de futebol foram os chineses, que há pelo menos 2,300 anos inventaram uma modalidade desportiva intitulada "cuju".O "cuju", descrito em pinturas e textos ao longo dos séculos, era jogado com uma bola de couro, enchida com materiais leves, com 12 elementos em cada equipa, um árbitro, e balizas em cada lado.Como curiosidade é de referir que mais tarde, no tempo dos ingleses, foi criada a figura do apanha-bolas. Como por norma era sempre o mesmo jogador a ir buscar a bola que saía do campo, acabaram por decidir passar a equipas de 11 elementos, ficando o apanha-bolas de fora, para evitar as interrupções associadas.JFS

sexta-feira, julho 16, 2004

Bandeira Nacional

Lembrar a quem esqueceu não faz mal a ninguém
Com o Euro 2004, Portugal cobriu-se literalmente com a Bandeira Nacional. É rara a casa que não tem na janela ou na varanda a bandeira verde-rubra. Muitos são os carros que trazem hasteado este símbolo . Infelizmente muitas dessas bandeiras apresentam erros escandalosos. Não faltam pagodes em vez de castelos... O Expresso trazia a seguinte explicação dos elementos da Bandeira Nacional, com os habituais erros históricos sobre o significado dos castelos, dos escudetes e dos besantes: (ver, em anexo: Embedded image moved to file: pic18540.jpg). Aqui vai a correcção que se impõe:
A bandeira portuguesa foi evoluindo ao longo da história pátria, em íntima ligação com as alterações sofridas pelo escudo de armas dos reis de Portugal. A actual Bandeira Nacional, que hoje representa o Estado Português, entrou em vigor após a instauração da República (5 de Outubro de 1910). O Diário do Governo de 15 de Outubro de 1910 nomeou uma comissão, constituída por Abel Botelho, Columbano Bordalo Pinheiro, João Chagas e Landislau Pereira, com vista a apresentar um projecto de uma nova bandeira.
As cores da nova bandeira - o Verde e o Vermelho - foram identificadas com as cores dos pendões hasteados na revolta de 31 de Janeiro de 1891 e na Rotunda em 5 de Outubro de 1910, o que não deixava de se relacionar com as próprias cores da bandeira do Partido Republicano Português. Depois de acesa polémica, mesmo no seio dos republicanos, o decreto de 19 de Junho de 1911, da Assembleia Nacional Constituinte, determinou: «A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro e sobreposto à união das duas cores, terá o escudo das Armas Nacionais, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivado de negro.» Pelo mesmo decreto, o comprimento ficou fixado em vez e meia a largura, ocupando o verde dois quintos do comprimento, enquanto a esfera armilar deveria ocupar metade da altura.
Como um agregado complexo de diversas significações, as cores e os símbolos inscritos na Bandeira Nacional assumem a seguinte interpretação:
Vermelho - Segundo a Comissão, o vermelho deveria figurar na Bandeira Nacional «como uma das cores fundamentais por ser a cor combativa, quente, viril, por excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, alegre (...). Lembra o sangue e incita à vitória». Era uma cor já tradicional nos símbolos portugueses, estando presente no brasão de armas reais desde D. Afonso III.
Verde - A escolha do verde foi das mais controversas, dado que não tinha tradição histórica na representação dos símbolos portugueses. Foi alegada a presença desta cor aquando da Revolução de 31 de Janeiro de 1891, no «momento decisivo em que, sob a inflamada reverberação da bandeira revolucionária, o povo português fez chispar o relâmpago redentor da alvorada». O Verde era recomendado por Auguste Comte como a cor que «mais convém aos homens do porvir», fazendo parte da bandeira do Partido Republicano Português.
Branco - O Branco representava para a Comissão «uma bela cor fraternal, em que todas as outras se fundem, cor de singeleza, de harmonia e de paz». Era a cor das primeiras bandeiras reais, tendo-se travado com elas as primeiras batalhas da História Nacional. Sobre pano branco haviam-se, também, inscrito as cruzes de Cristo na gloriosa epopeia dos descobrimentos. A cor branca estabeleceu-se na orla e no fundo do Brasão das Armas Nacionais.
Esfera Armilar - Símbolo característico do reinado de D. Manuel, época de apogeu da história do nosso país, representa os quatro cantos do mundo descobertos pelos portugueses, ao mesmo tempo que traduz a grandiosa obra de civilização e evangelização empreendida pelos nossos antepassados, e exprime o espírito universalista de Portugal. No dizer da Comissão, a Esfera Armilar consagra «a epopeia marítima portuguesa (...) feito culminante, essencial da nossa vida colectiva».
O Escudo das Armas Nacionais assente sobre a Esfera Armilar, evoluiu ao longo da História de Portugal, identificando-se durante muitos séculos com o Brasão de Armas Reais, já que só lentamente o Estado Português se foi diferenciando da Casa Real. Do actual Escudo das Armas Nacionais fazem parte as Quinas e a Bordadura de Castelos.
As Quinas - Em número de cinco e inscritas a azul sobre campo branco, cada uma delas em forma de escudo ponteado de cinco besantes, as quinas aparecem nos símbolos de autoridade régia, pelo menos, desde D. Sancho I. As Quinas têm uma origem duvidosa e longe de estar esclarecida. O Major Santos Ferreira defendeu que os escudetes em forma de cruz resultariam de uma evolução heráldica da primitiva cruz azul que compunha o estandarte do primeiro rei, D. Afonso Henriques, na sequência de seu pai o Conde D. Henrique. Está muito divulgada a ideia de que os cinco escudetes ponteados de cinco besantes aludiriam à lenda da Batalha de Ourique e à aparição de Cristo com as cinco chagas ao nosso primeiro rei antes desse recontro. Neste episódio o filho de Deus havia prometido a D. Afonso Henriques protecção para o Reino e a fundação de um Império. Na sequência desta batalha o nosso primeiro monarca teria vencido cinco reis mouros. Nenhuma comprovação histórica irrefutável autoriza esta tese muito popularizada em Portugal. De resto, a própria Batalha de Ourique de 1139 está envolta em muitas incertezas e obscurecida por não menores fantasias. Durante toda a Idade Média o número de besantes foi irregular e sempre superior a cinco.
 Besantes
Os besantes em número de cinco são de prata sobre os escudetes azuis. O seu número foi definido por D. João II, em 1485. Anteriormente eram representados em número muito variável. Heraldicamente o termo Besante resulta na moeda de Bizâncio. A origem da sua implantação no escudo das Armas Reais Portuguesas carece ainda de cabal explicação. Para quem defende que os escudetes são reforços do escudo enquanto instrumento defensivo, os besantes explicam-se como sendo as cabeças das brochas com que os escudetes eram fixados ao pavês. Esta hipótese explicativa funda-se numa teoria que relaciona os brasões de armas medievais com os escudos que os cavaleiros usavam em combate e em torneios. As insígnias aí implantadas como símbolos pessoais, teriam, segundo este pensamento, transitado para os brasões heráldicos da nobreza.
Banda encarnada com 7 castelos em ouro - A bordadura com os castelos apareceu com D. Afonso III, persistindo até hoje com ligeiras alterações. Se inicialmente os castelos eram em número variável, mas sempre superior a sete, em 1485, por D. João II, o quantitativo de castelos foi fixado naquela cifra. Pela mesma disposição régia o número de besantes de cada escudete foi  fixado em cinco, ficando todos os escudetes postos a direito. Os castelos constituem um símbolo heráldico de Castela, entrando na heráldica portuguesa pelo casamento de D. Afonso II, pai de D. Afonso III, com D. Urraca, filha de Afonso VIII de Castela. Sendo Afonso III filho segundo de D. Afonso II, a bordadura dos castelos diferenciava-o do irmão D. Sancho II, de quem tomou o trono por deposição papal. Não tem qualquer fundamento a opinião popularizada que explica os sete castelos como as praças roqueiras conquistadas aos mouros por D. Afonso III no Algarve.
JH

quinta-feira, julho 15, 2004

vimdelonge@gmail.com

Para que os seus textos possam ser publicados, envie-os para o email acima.

ENGLAND GETTING BEAT

ENGLAND GETTING BEAT
A father entered his daughter's bedroom and saw a letter on the bed.
With the worst premonition, he read it with trembling hands.......
Dear Mum and Dad,
It is with great regret and sorrow that I'm telling you that I've eloped with my new boyfriend. I've found real love and he is so nice. Especially with all his piercings, scars, tattoos, and his big motorcycle.

But it's not only that, I'm pregnant, and Ahmed said that we will be very happy in his trailer in the woods. He wants to have many more children with me and that's one of my dreams.

I've learned that marijuana doesn't hurt anyone and we'll be growing it for us and his friends. They're the one's providing us with all the cocaine and ecstasy we could ever want. In the meantime, we'll pray for science to find the AIDS cure, so Ahmed gets better. He deserves it.

Don' t worry about money. Ahmed has arranged for me to be in films that his friends Leroy and Jamal make in their basement. Apparently I can earn £50 a scene. I get a £50 bonus if there are more than three men in the scene, and an extra £100 if they use the horse.

Don't worry Mum. Now I'm 15 years old, I know how to take care of myself.
Someday I'll visit you and Dad so that you can meet your grandchildren.
Your loving daughter,
Aimee
P.S. Dad, it's not true. I'm watching TV at a neighbour's house. I just wanted to show you that there are worse things in life than ENGLAND GETTING BEAT ON F....G PENALTIES AGAIN,.

I love you. Aimee




Em Jeito de Balanço (Euro 2004)

Em Jeito de Balanço

France 2: "Les Portugais ont organisé un Euro parfait, marqué par l'absence des grandes nations européennes en finale. Un milliard de télespectateurs, des stades accueillants, peu de problèmes de sécurité, une ambiance conviviale, les organisateurs ont bien géré leur affaire. "C'est sans doute le meilleur Euro jamais organisé", a dit Lennart Johansson, président de l'UEFA."

The Guardian: "On the day after the Portugeuse beat Spain one of the local newspapers gave expression to the feeling of collective relief coursing through the nation. Its front page simply said Thank You. For providing a tournament of such grace and beauty the same words seem fitting. Obrigado."

Sky Sports: "What did emerge from this tournament it that there is undoubtedly a club and international football issue and there were some tired legs on display. However, it was a wonderful festival of international football and it is essential that these events still maintain their importance in the calendar. ... Overall, Euro 2004 was the most joyous European occasions I have been to. It even surpassed England '96 and it was way ahead of Holland and Belgium. Congratulations to Greece but a huge well done to the hosts Portugal as well."

BBC: "As the dust settles on Euro 2004 and the fans head home, they can reflect on a tournament rich in quality and entertainment. Thrilling games played in colourful stadia and a host nation that welcomed its visitors with genuine warmth has ensured the event will live long in the memory."


VimDeLonge

Aqui neste blog, jogam todos aqueles que cantaram o hino nacional no Triana da Feira Popular em honra da nossa selecção, e, também, todos os outros, amigos e companheiros, que vibraram.
Com este blog vamos manter a onda em oscilação harmónica com o futebol, com o desporto, com a poesia, com a pintura, com a música, com os artistas, com as sardinhadas, com os convívios, com os restaurantes especiais, com as viagens, com os tempos livres e com tudo o mais que seja emotivo e nos faça vibrar.
Participem com o vosso nome próprio ou com um pseudónimo.
Saudações bloguistas
A equipa lambda